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O que é Institute NaturScience?


Institute NaturScience surgiu com o objetivo de partilhar o conhecimento sobre nutrição e desenvolvimento infantil, recomendações de especialistas e orientações de sociedades médicas, legislação em vigor, descobertas nesta área e também o que se conhece de nutracêuticos ou de produtos naturais. Informaremos os profissionais de saúde sobre o aleitamento materno e também sobre os componentes do leite materno que são utilizados como ingredientes nas fórmulas lácteas e alimentos para bebés.

Apoiados em mais de 620 estudos científicos, que estão em continua atualização e desenvolvimento, partilhamos informações relevantes sobre a saúde dos bebés, a alimentação nas várias etapas de crescimento e o aleitamento materno.

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  • O aleitamento materno e o papel dos galactogogos


    amamentação é uma abordagem natural da nutrição infantil. Tem uma influência a nível psicológico e fisiológico para a mãe e para o bebé, criando laços para toda a vida, contribuindo para estabelecer um vinculo emocional muito importante.

    A perceção da insuficiente produção de leite materno, é um problema comum nas mães e um dos principais motivos para consulta médica nos primeiros meses após o parto. Especialmente as mães que estão com stress ou com ansiedade, têm receio que a sua produção de leite seja insuficiente e decidem mudar para uma fórmula láctea de modo parcial ou completo.

    A maioria das mães tem leite suficiente para alimentar os seus bebés, no entanto podem precisar de ajuda, es no sentido de aprenderem e serem incentivadas a utilizar as técnicas adequadas e entender as necessidades dos seus bebés (WHO & UNICEF, 1993, WHO, 2009). A redução da produção de leite materno (hipogaláctia) continua a ser o motivo mais frequente para o insucesso da amamentação, e pode ser causada por partos múltiplos com nascimento prematuro (imaturidade do tecido da glândula mamária), doença da mãe ou do bebé e medicação subsequente, pressão para voltar a amamentar após suspensão prolongada, bem como o impacto emocional, stress ou ansiedade

    Os Profissionais de Saúde também podem aconselhar os chamados galactogogos, para ajudar a aumentar a produção de leite materno e acalmar as preocupações das mães.

    Os galactagogos são substâncias que ajudam o início do aleitamento materno, aumentando a produção do leite, o fluxo e o volume. São bastante conhecidos na indústria e na medicina tradicional e podem ser farmacológicos (por exemplo, a domperidona) com possíveis efeitos secundários, ou à base de plantas (como o cardo mariano/silimarina ou a galega) muito utilizadas a partir dos seus extratos, na medicina tradicional de múltiplas culturas.

    A maioria dos estudos publicados sobre a função dos galactogogos naturais, demonstram que estas plantas podem influenciar beneficamente a produção de leite sem efeitos secundários graves. No entanto, a desvantagem é a baixa biodisponibilidade, para a qual a indústria está a trabalhar ativamente para encontrar mecanismos que possam melhorar a sua eficácia e benefícios, fortalecendo o vínculo mais importante.

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  • Oligossacáridos do leite materno (HMO)


    Os oligossacáridos do leite materno são, com concentrações entre 1 - 15 g/l, a terceira maior fração de componentes do leite materno. Contêm cerca de 200 isoformas de oligossacáridos individuais. A elevada concentração, associada à diversidade estrutural, é característica do leite materno.

    Embora os HMOs apresentem uma diversidade estrutural, todos eles possuem uma estrutura-base comum

    Estrutura-base comum dos oligossacáridos do leite materno

    Os HMOs presentes no leite materno , diferem de mãe para mãe e são geneticamente dependentes, devido à sua elevada concentração, associada à diversidade estrutural. Os HMOs fucosilados são os oligossacáridos mais abundantes do leite materno, destacando-se entre eles, o 2'-fucosillactose ou o 2’FL.

    Os HMOs possuem numerosos efeitos benéficos, entre os quais:

    1. Os HMOs têm uma ação prebiótica ao estimularem o crescimento de bactérias específicas; as isoformas individuais dos HMOs são possíveis prebióticos que podem melhorar a saúde.
    2. Os HMOs unem-se aos agentes patogénicos intestinais, reduzindo a suscetibilidade a infeções.
    3. Ao formar a microbiota intestinal, os HMOs modulam indiretamente o sistema imunitário sistémico da mucosa, por exemplo, reduzindo o uso de medicamentos, reduzindo a mortalidade ou reduzindo o risco de doenças respiratórias e entéricas.

    Está cientificamente provado que os bebés alimentados com leite materno, podem obter uma maior proteção contra infeções, modulada pelos oligossacáridos do leite materno. Uma elevada ingestão de HMOs está associada a um menor risco de diarreia, um efeito que parece estar particularmente relacionado com os HMO fucosilados. Além disso, a redução de doenças respiratórias e dos brônquios, podem estar relacionadas com a 2'-fucosillactose e com a lacto-N-neo‑tetraose.

    Estudos científicos sobre HMOs quase quadruplicaram desde 2010 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/). Este facto é devido ao desenvolvimento a escala industrial, de novas técnicas de processamento e produção de algumas isoformas dos HMOs. Até ao inicio deste século, os oligossacáridos do leite materno apenas podiam ser extraídos do leite materno, e a sua eficácia era testada em pequena escala e limitada a estudos laboratoriais. O leite de vaca ou de cabra possuí baixo teor de oligossacáridos, devido às reduzidas concentrações de HMOs e falta-lhes a diversidade dos existentes no leite materno.

    Por todos estes motivos, verifica-se uma elevada tendência em adicionar os HMOs às fórmulas lácteas, devido aos seus benefícios comprovados.

    Até ao presente momento, a União Europeia permite que se adicionem quatro HMOs aos alimentos para lactentes, são eles: 2'-fucosillactose (2'FL), lacto-N-neo-tetraose (LNnT), difucosillactose (DiFL) e lacto‑N‑tetraose (LNT) (UE/2016/375; UE/2016/376⁠; UE/2019/1979).

    Se pretende saber mais informações sobre as caraterísticas e funções dos HMOs na saúde do lactente, na regularização e estrutura genética, bem como a legislação em vigor sobre os tipos de HMOs e as concentrações máximas permitidas pela Comissão Europeia, clique aqui

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