A vitamina B12, a qual o corpo recebe dos alimentos, fornece coenzimas importantes para os processos de isomerização. Dado que apenas certos microrganismos conseguem produzir vitamina B12, o corpo não consegue produzir uma quantidade suficiente desta vitamina por si só. Assim, é importante consumir alimentos que contenham vitamina B12 em quantidade suficiente.
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Um consumo adequado de iodo é crucial para o desenvolvimento saudável dos bebés – as deficiências incorrem o risco de hipotiroidismo e danos cerebrais. Os pais devem assegurar-se que o seu filho recebe este mineral em quantidade suficiente (ex. através de peixes de água salgada e marisco).
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O elemento vestigial selénio é particularmente importante devido ao seu papel como antioxidante e ao seu efeito no sistema imunitário. Este surge em inúmeros compostos, por exemplo em proteínas e sais selénicos inorgânicos. O corpo combate a deficiência de selénio através da regulação rigorosa das seleno-proteínas.
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A vitamina B12 (cobalamina) descreve um grupo de compostos com um átomo de cobalto dentro de um anel tipo-porfirina. As cobalaminas envolvidas na nutrição são transformadas em coenzimas ativas de adenosil e meticobalamina, as quais são requeridas para duas reações: i) a isomerização da metilmalonil-CoA para succinil-CoA através da mutação mitocondrial de metilmalonil-CoA, e ii) a metilação da homocisteína para metionina através da sintaxe de metionina. A vitamina B12 tem ainda um papel importante no metabolismo do ácido fólico.
Apenas certos microrganismos produzem vitamina B12. A vitamina B12 ingerida por via oral cria um complexo com um fator na mucosa gástrica (fator intrínseco gástrico (GIF)) e é absorvida no jejuno. É por isto que a produção de vitamina B12 no intestino nunca poderá ser suficiente. A vitamina B12 deve ser sempre ingerida oralmente e é fornecida por nutrientes de origem animal, especial pelo fígado, peixe, ovos, queijo e laticínios.
Mesmo em doses elevadas, não são observados quaisquer efeitos adversos da vitamina B12 (DGE, 2015). No entanto, o défice da vitamina, bastante comum em vegans, pode requerer uma suplementação, caso contrário poderá ocorrer uma anemia megaloblástica. As doses recomendadas são listadas abaixo:
O iodo é um elemento essencial para a glândula da tiroide. O seu metabolismo aproxima-se do selénio – principalmente devido à existência de selénio que contém deiodinases iodotiroidal, o que ativa a transformação da tiroxina pré-hormonal (T4) na sua forma-T3 ativa. Uma glândula da tiroide com um bom funcionamento é altamente importante pois as hormonas T3 e T4 influenciam uma série de processos corporais como o metabolismo, desenvolvimento cognitivo e efeitos pleiotrópicos em diferentes órgãos (Boelaert e Franklyn, 2005). O défice de iodo pode levar ao hipotiroidismo e ao desenvolvimento de bócio. Os distúrbios de deficiência de iodo são especialmente preocupantes na infância, devido ao risco de desenvolver danos cerebrais.
O teor médio de iodo no leite materno é cerca de 50-100µg/L. Os bebés necessitam de um consumo de 50µg de iodo por dia, o que é adequado à maioria dos bebés desde ao nascimento aos 12 meses. Um bebé exclusivamente alimentado através da amamentação consome 40-80µg de iodo por dia nos primeiros seis meses de vida. Os bebés total ou parcialmente alimentados a biberão recebem 35-94µg por dia (Hilbig, 2005; Noble e Emmett, 2006). Assim, as doses recomendadas são:
O teor de iodo nos alimentos varia de acordo com o fornecimento de iodo no produto alimentar de origem. Duas boas fontes de iodo são os peixes de água salgada e o marisco.
VoltarO selénio é um elemento vestigial essencial que aparece em diversos compostos. Como selenocisteína, é incorporada em diferentes proteínas; existem 25 genes de seleno-proteínas diferentes. O selénio pode ainda surgir em albumina como selenometionina, o que está particularmente ligado à cadeia de polipéptidos em vez de metionina que contenha enxofre. O selénio pode estar ligado a proteínas com selénio, embora a sua função seja atualmente desconhecida.
As fontes de selénio são os aminoácidos acima (selenocisteína ou selenometionina) e os sais selénios incorgânicos. O metabolismo do selénio é regulado de um modo bastante complexo. Se as fontes de selénio são limitadas, as seleno-proteínas são criadas com base numa hierarquia clara: algumas proteínas como as GPx1 são reduzidas, enquanto outras como as GPx4 e as deiodinases continuam a ser produzidas.
O selénio é um importante antioxidante; um consumo inadequado tem um efeito negativo nas respostas imunológicas.
O excesso de selénio não é esperado em condições gerais. A DGE (2015) recomenda as seguintes doses: