A poderosa composição do leite materno


O leite materno baseia-se num grande número de diferentes substâncias e compostos bioativos. Com uma composição adaptativa, corresponde naturalmente às necessidades nutricionais individuais do bebé e oferece uma fonte de alimentação perfeitamente adaptada a cada fase do desenvolvimento da criança. De modo a enfatizar as maravilhas do leite materno, as informações relevantes são sumarizadas nos seus componentes mais importantes.

Lactose


Como o principal hidrato de carbono no leite materno, a lactose oferece uma grande proporção de calorias ao bebé. Ao mesmo tempo, ajuda a absorver minerais e a fortalecer o sistema imunitário do bebé. 
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Lípidos


Os altos valores energéticos ou calóricos relativos à nutrição dos bebés são também satisfeitos com a ajuda dos lípidos especiais no leite materno. Estes asseguram o desenvolvimento fisiológico, neurológico e imunológico adequado. Adicionalmente, os lípidos adicionam sabor e aroma ao leite materno. Como efeito-secundário positivo, o leite materno ganha sabor e aroma. 
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Prebióticos


Um prebiótico é "um substrato que é utilizado seletivamente por microrganismos hospedeiros que conferem um benefício à saúde" (Gibson et al. 2017).
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Proteína


Entre outros, particularmente os análogos estruturais de galacto-oligossacarídeos presentes no leite materno têm uma função prebiótica. Isto significa que protegem o bebé contra infeções, alergias e outros semelhantes. 
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Vitaminas e minerais


O leite materno contém uma variedade de vitaminas e minerais, os quais são importantes para o desenvolvimento da criança. Embora existam algumas tendências nas concentrações, o suprimento real de vitaminas e minerais dependente também da dieta da mãe lactante. 
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Nucleótidos


Os nucleótidos, tais como o ácido desoxirribonucleico (ADN) e o ácido ribonucleico (ARN), estão envolvidos em diversos processos bioquímicos cruciais para um corpo vivo. Adicionalmente, os nucleótidos disponíveis no leite materno demonstram ainda oferecer diversos efeitos biológicos benéficos para o bebé. 
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Probióticos


O leite materno contém uma variedade de vitaminas e minerais, os quais são importantes para o desenvolvimento da criança. Embora existam algumas tendências nas concentrações, o suprimento real de vitaminas e minerais dependente também da dieta da mãe lactante. 
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  • Lactose


    A lactose é o hidrato de carbono principal e mais abundante no leite materno. É um dissacárido que consiste em glucose ligada a galactose, em geral denominada como o principal açúcar no leite materno. A concentração de lactose é bastante constante no leite materno e representa 40% do valor energético ou calorias totais do leite (Guo, 2014). A concentração estável da lactose é crucial para manter uma pressão osmótica constante no leite materno. A lactose promove a absorção de minerais, como o cálcio e o magnésio (Martin et al, 2016). Também se sugere que a lactose fortalece o sistema imunitário do bebé ao regular os peptídios antimicrobianos associados com a proteção e regulação da microbiota infantil (Cederlund et al, 2013).

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  • Lípidos


    Os lípidos são nutrientes-chave disponíveis no leite materno. O leite é rico em lípidos de modo a satisfazer os elevados requisitos energéticos e calóricos dos bebés, mas estes oferecem também sabor e aroma (Martin et al, 2016). Os triglicéridos são os principais componentes dos lípidos no leite materno e correspondem a 95% da composição total deste leite. O leite materno contém ácidos gordos essenciais, ácido linoleico (LA) e ácido a-linoleico (ALA), e lípidos especiais como a gordura poliinsaturada de longa cadeia (AGPICL), que oferecem diversos benefícios durante o desenvolvimento inicial dos bebés. Os dois ácidos gordos essenciais são convertidos em ácido araquidónico (AA) e em ácido eicosapentaenoico (EPA), este último sendo convertido em ácido docosa-hexaenoico (DHA). Os EPA e DHA são importantes para regular o crescimento, para a função imunitária, respostas inflamatórias e desenvolvimento cognitivo e motor em recém-nascidos (Martin et al, 2016). Os AGPICL, incluindo o DHA e AA, são essenciais para a diferenciação das células e para a promoção de um desenvolvimento neurológico e do sistema imunitária saudável durante o período perinatal (Koletzo et al, 2001).

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  • Prebióticos

  • Proteína


    As proteínas do leite podem ser divididas em caseínas, proteína de soro e membranas da gordura do leite (MFGM) (Lopez Alvarez, 2007). Dado que as proteínas MFGM simplesmente envolvem os glóbulos de lípidos no leite, representam uma pequena quantidade de proteínas do leite materno. As caseínas e proteínas de soro surgem em maior percentagem, mas a sua concentração real é difícil de identificar pois altera-se e adapta-se de acordo com as necessidades específicas do bebé. Em geral, as proteínas do leite são importantes para o fornecimento de aminoácidos e apoiam a digestão e a absorção de micronutrientes, tais como as vitaminas (Lönnerdal, 2003).

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  • Vitaminas e minerais


    O leite materno contém uma variedade de vitaminas (incluindo as vitaminas A, B6 e B12) em quantidades adequadas para estimular o crescimento saudável do bebé. À medida que os micronutrientes são transmitidos para o bebé através da lactação, o seu perfil é altamente dependente da dieta da mãe. Não obstante, as concentrações de vitamina D e K são usualmente baixas, sendo necessários suplementos pós-natais destas vitaminas (Ballard et al, 2013). Os minerais, tais como iodo, influenciam uma série de efeitos psicossociais e são cofatores para diferentes caminhos metabólicos, provando ser essenciais para o desenvolvimento saudável do bebé (Martin et al, 2016).

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  • Nucleótidos


    Os nucleótidos estão presentes no leite humano e representam 2-5% do azoto não-proteico total (Cosgrove, 1998; Thorell et al, 1996). Os nucleótidos são substâncias orgânicas que atuam como unidades monoméricas ou blocos de construção para a formação de ácidos nucleicos – uma base purínica (adenina ou guanina) ou pirimidina (citosina, uracilo ou timina), unidas a um açúcar de pentose e neutralizada com um ácido fosfórico. O ácido desoxirribonucleico (ADN) e o ácido ribonucleico (ARN) são dois tipos de ácidos nucleicos que ocorrem na natureza e que são cruciais para todas as formas de vida. Participam em diversos caminhos bioquímicos vitais para um corpo vivo, incluindo sendo ou formando parte de: i) unidades monoméricas de ADN ou ARN; ii) processos biosintéticos (ex. processo de glicogénese); ii) componentes de coenzimas; iv) reguladores biológicos e v) na geração da fonte energética nos sistemas biológicos – trifosfato de adenosina (ATP) (Lerner et al, 2000). Devido à sua disponibilidade na composição do leite maternos, foram também avaliados pelos inúmeros efeitos biológicos nos bebés. Estes efeitos incluem o crescimento e diferenciação intestinal, a reparação intestinal, a função imunológica e até a absorção de minerais, tais como o ferro (Lerner et al, 2000).

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  • Probióticos


    Os probióticos são bactérias viáveis presentes no leite materno, os quais fornecem benefícios ao hospedeiro quando administrados em determinadas quantidades (Guarner et al, 2017). A colonização bacteriana no intestino no início de vida é um processo que exerce influência no estado de saúde de um bebé. Um estudo recente demonstra que o leite materno é uma fonte de staphylococci, streptococci, e bactérias do ácido lácteo, bifidobacteria, propionibacteria, corynebacteria e certas bactérias gram-positivas para o intestino do bebé (Fernández et al, 2013. Outros estudos demonstram que existe ainda uma transferência de estirpes bacterianas entre mãe-bebé, as quais incluem Lactobacillus, Staphylococcus, Enterococcus, and Bifidobacterium (Soto et al, 2014). Ao consumir aproximadamente 800 ml de leite por dia, os bebés em fase de amamentação podem ingerir entre 105 e 107 bactérias benéficas (Heikkilä et al, 2003). A exposição dos bebés ao leite materno pode até oferecer efeitos benéficos mais tarde ou evitar problemas de saúde futuros (Soto et al, 2014). São fornecidos mais detalhes na secção NaturScience.

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